Distúrbios do Equilíbro

Neurite vestibular

A neurite vestibular é uma das causas mais comuns de vertigem e afeta o nervo vestibular, que inerva o labirinto.

Apresenta um conjunto de sintomas variáveis, sem acometimento auditivo ou neurológico. Em geral se apresenta com um quadro de vertigem súbita e violenta, desequilíbrio e tendência a quedas que duram vários dias, acompanhada de náuseas e vômitos e que vai melhorando progressivamente. A maioria dos pacientes tem melhora total em alguns dias. A vertigem, nauses e vômitos melhora em cerca de 5 dias. Após 1 mês, o paciente já se sente bem melhor podendo queixar ainda de tontura com movimentos rápidos. Algum desequilíbrio permanece por cerca de 3 meses. A melhora pode se dar por recuperação do labirinto lesado ou por compensação de outros órgãos.

Alguns pacientes apresentam quadro de infecção de via aérea superior precedendo os sintomas labirínticos. A sua causa ainda é incerta, sendo a etiologia viral a hipótese mais aceita. Pode ocorrer em qualquer idade mas é mais comum entre 20 e 60 anos.

Exames otoneurológicos mostram arreflexia (ou seja ausência de resposta, de funcionamento) do labirinto acometido. Os exames que podem ser solicitados são audiometria, videonistagmografia, vHIT (vídeo Head Impulse Test) e VEMP.

Tomografia computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética podem ser solicitados, mas não apresentam alterações na maioria das vezes.

O principal diagnóstico diferencial e que deve ser prontamente excluído é o acidente vascular cerebral.

O quadro inicial, que tem vertigem mais intensa é tratado com medicamentos chamados supressores do labirinto. Corticóides também podem ser usados.

Após a fase aguda, está indicada a reeducação vestibular que estimula que a compensação ocorra o mais cedo possível.

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