Implante Coclear, uma solução na terceira idade

A surdez é a deficiência sensorial mais comum na terceira idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço das pessoas com mais de 65 anos e metade das com mais de 75 anos apresentam algum grau de deficiência auditiva. O último recenseamento realizado no Brasil mostrou o crescente aumento do número de idosos, que passou de 4,8% da população, na década de 90, para 7,4% em 2010, ultrapassando, assim, o marco de 20 milhões de habitantes. Com o aumento da expectativa de vida na sociedade contemporânea, cada vez mais pessoas chegam a uma idade em que começam a perceber dificuldades para ouvir.

A perda auditiva na terceira idade tem diversas causas, como perdas auditivas genéticas, otosclerose, ototoxicidade, infecção e, principalmente, a presbiacusia (perda inerente ao envelhecimento). Este déficit auditivo compromete os relacionamentos pessoais, levando a um isolamento social, que acaba por modificar o estilo e a qualidade de vida do indivíduo

A Solução

O implante coclear surgiu como ferramenta para o tratamento da perda auditiva neurossensorial severa ou profunda bilateral no final da década de 70. Ao longo dos anos vem proporcionando uma verdadeira revolução na reabilitação auditiva desses pacientes, restaurando a capacidade de acompanhar uma conversa em reuniões familiares, assistir à televisão, atender ao telefone e até mesmo ouvir músicas. Não existe um limite superior de idade que contraindique o implante coclear, desde que não haja contraindicações clínicas para se submeter à cirurgia ou outras patologias que possam comprometer o benefício do implante.

Apesar da solução, uma barreira para o uso do implante na terceira idade pode ser, além do desconhecimento dessas novas tecnologias, o preconceito envolvendo o uso de próteses no corpo humano. Precisa-se de uma conscientização cada vez maior sobre a questão da deficiência para esta população. A busca por uma maior qualidade de vida deve ser a motivação para o retorno ao mundo dos sons, se o paciente assim desejar.

Fonte: Jornal MED-EL – Edição 3 de Setembro de 2015

Tratamentos 09.05.2016