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O que é tontura?

Nos consultórios de otorrinolaringologia, até 20% dos pacientes têm queixa de tontura, que não é uma doença, mas sim um sintoma.

A tontura é uma sensação de movimento. O paciente pode ter a sensação que ele está se movendo (mesmo estando parado) ou que o ambiente está se movendo ao redor dele.

As sensações descritas pelos pacientes são várias: sensação de cabeça leve, de flutuação (como se o chão não estivesse no lugar), de “mareamento”(como se estivesse em um barco), desequilíbrio, embriaguez, vista escura e vertigem. Esta última é a tontura rotatória, apenas um dos tipos de tontura.

O termo labirintite é muito utilizado para qualquer tipo de tontura ou para qualquer problema no labirinto. No entanto, é empregado de maneira incorreta uma vez que labirintite significa inflamação no labirinto, que é responsável por um pequeno percentual das doenças do labirinto.

 

O equilíbrio

Existem três sistemas principais responsáveis pela manutenção do equilíbrio:

  • Visão
  • Propriocepção (informações enviadas ao cérebro pelos músculos, tendões e articulações sobre a posição do corpo no espaço)
  • Sistema labiríntico

As informações desses três sistemas, quando coerentes, permitem um equilíbrio quando estamos parados ou em movimento. A alteração em qualquer um deles pode gerar desequilíbrio. Isso explica porque um paciente com doença do labirinto fica pior no escuro, e porque a reabilitação em paciente com lesão no labirinto passa por um trabalho de reabilitação da propriocepção.

Vemos então que a manutenção do equilíbrio é multifatorial. Quando há lesão em um órgão, pode haver uma compensação por outro sistema e, assim, manutenção do equilíbrio.

Um paciente com tontura por provável alteração labiríntica pode ter uma doença primária do labirinto ou o labirinto pode estar sofrendo consequência de alteração em outros órgãos.

O labirinto é muito “sensível” a essas alterações. Dois dos motivos principais são:

  1. Trata-se de um órgão de circulação terminal, ou seja, é nutrido por uma artéria e qualquer problema local ou a distância o deixa sem receber oxigênio;
  2. Utiliza apenas glicose como fonte de energia e não tem estoque do açúcar.

Portanto, qualquer alteração, mesmo que transitória, que prejudique o fornecimento de oxigênio e glicose ao labirinto, gera tontura.

 

Causas de tontura

Dentre as causas de tontura podemos citar:

  • Alterações do metabolismo da glicose – tanto hiperglicemia quanto a hipoglicemia, e também as alterações da insulina (hormônio que controla a glicose no sangue);
  • Alterações hormonais (hormônios da tireóide, hormônios ovarianos);
  • Erros alimentares – excesso de cafeína e açúcares principalmente;
  • Doenças cardiovasculares (cardiopatias, hipertensão arterial, arterosclerose);
  • Uso de medicamentos que afetam diretamente a função do labirinto (alguns antibióticos e anti-inflamatórios) ou não (ex: antidepressivos, ansiolíticos, antiepilépticos);
  • Doenças neurológicas;
  • Doenças autoimunes;
  • Depressão, ansiedade, transtorno do pânico;
  • Traumatismos;
  • Alterações cervicais.

 

Doenças do labirinto

Existem várias doenças primárias do labirinto que causam tontura. Zumbido, baixa de audição, flutuação da audição, plenitude auricular (sensação de ouvido entupido) são sintomas que podem estar associados.

Como exemplos, temos a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), Doença de Meniere, Enxaqueca Vestibular, Neuronite Vestibular. Algumas dessas doenças serão discutidas em separado.

 

Diagnóstico

Além da história e exame físico, existem exames que fazem parte da investigação básica do paciente com tontura. Dentre eles, destacamos a audiometria, videonistagmografia e o Vídeo HIT (vHIT). Com esses exames, temos uma boa noção do funcionamento do labirinto: se o acometimento é periférico (ouvido interno) ou central (tronco e cérebro); se a tontura é posicional; se há assimetria entre os labirintos; dentre outras informações. O vHIT substitui a prova calórica, que é muito incômoda, causando enjoos e tontura importantes.

Podem ser necessários ainda exames de sangue (ex: glicemia, dosagem da insulina, de hormônios tireoidianos, etc) e exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética).

 

Tratamento

O tratamento principal é o tratamento da doença de base. Pode ser por exemplo a realização de manobras posicionais (no caso da VPPB), uso de medicamentos (enxaqueca vestibular, doença de Meniere) ou reabilotação vestibular, quase sempre associadas a medidas comportamentais e dietéticas (por exemplo, evitar excesso de açúcar e cafeína).

Na crise, o tratamento é sintomático. A principal classe de medicamentos nesta fase são os sedativos labirínticos. Apesar desses medicamentos aliviarem a tontura na crise, seu uso crônico deve ser evitado, pois pode atrasar a reabilitação.

Podem ser utilizados ainda medicamentos para náusea e vômitos.

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